Tinha esquecido meu compasso de medir a vida, delimitar os espaços dentro de mim, escolher, classificar o sentir. Havia uma confusão entre a realidade e a expectativa. Foi arrumando as prateleiras, tirando seus livros, que bateu uma dor fina, quase brisa, era saudade do que não vivemos, como alguns daqueles seus livros que nunca li, sempre por adiamento, esqueci que o tempo foge irreparavelmente e a vida ri de nossos planos, hoje nossas vivências não vividas, meus momentos idealizados foram para caixa, como os livros. E como eles, sei que sempre existirão em outros exemplares, em outra edição.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
minha rebeldia
nunca foi
declarada
não queria
ser do contra
só queria
ser amada
----
in the
mirror
i see
my
face
ask
me
what
is
life
to
me?
----
escrevo para estar
presente
e não pesar com
a presença
escrevo para
não ficar doente
sufocada ou tensa
escrevo porque
preciso
do impreciso
do qual escrevo
escrevo para
abrir um pouco
das cicatrizes
sem muito medo
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
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